Como tudo começou…

Os primeiros treinos de rugby tiveram início em Curitiba nos anos 80 por iniciativa do argentino Eduardo Lagarrigue (Lalo) e do paulista Mauro Callegari (Maurinho). Lalo, nem se lembra quando começou a jogar rugby. “Eu praticamente nasci dentro de um clube de rugby.” O capitão do Tucuman Rugby Clube veio para o Brasil em 1976 e ficou vários anos sem jogar anos sem jogar, mas praticando outros esportes. O Maurinho começou a jogar rugby em 1974 na Escola Técnica Federal, em São Paulo. Foi capitão do time no juvenil e no adulto. Em 1978, Mauro veio morar em Curitiba, mas continuou viajando durante dois anos para São Paulo para jogar pela Escola Técnica Federal.

Sorte ou destino?

Lalo, que é arquiteto, certa vez, chateado, comentou com uma colega de escritório, a Mônica, que o esporte que ele mais gostava não era praticado no Brasil.

– Meu marido joga. Respondeu ela.

– Você deve estar enganada, ninguém joga rugby aqui.” Disse Lalo.

– Meu marido joga. Repetiu Mônica.

– Então eu quero conhece-lo. Disse Lalo.

Então, em meados de 1981, nasceu uma longa amizade que foi o primeiro passo do projeto que deu origem ao Curitiba Rugby Clube.

A primeira bola do clube foi presente do pai do Lalo, enviada de Tucuman para Curitiba. Para recrutar jogadores para formar um time, Lalo fez um cartaz que distribuíram em vários locais de Curitiba, tais como parques e mesmo nas ruas, colando nos postes em volta das escolas.

Como havia muito preconceito, por ser um esporte desconhecido, a esperança era juntar um grupo de ex-jogadores estrangeiros. Entretanto, um grupo de cerca de oito jovens foi atraído pelos cartazes, embora eles pensassem que era Futebol Americano, também se apaixonaram pelo rugby.

A Grande Raça

Lalo Lagarrigue conta que escolheu o touro como símbolo pela sua energia, força, determinação. A cor inicial do uniforme, o cinza, aconteceu por acaso. Precisaram, rapidamente e a baixo custo, de uniformes resistentes. Então, em um magazine de roupas masculinas, no centro da cidade, encontraram camisas de cor cinza com vermelho, que eram utilizadas pelos poloneses por baixo das roupas convencionais, para enfrentar o frio. Muito semelhantes às camisas oficiais de rugby, essas camisas tinham gola, 3 botões, então estamparam o touro em vermelho. Assim surgiu o primeiro uniforme.

Os primeiros treinos e jogos

Os treinos aconteciam na Praça do Atlético e no Parque Barigüi. Aos poucos chegaram mais estrangeiros: argentinos, chilenos, uruguaios, ingleses e franceses.

Com três meses de treinos o time de Curitiba fez sua primeira viagem para São Paulo para um amistoso contra a Escola Técnica Federal, que retribuiu a visita em seguida. Ainda no primeiro ano, viajaram para jogar Seven´s no SPAC.

No primeiro ano de existência o Curitiba Rugby não foi reconhecido pela ABR (Associação Brasileira de Rugby). Então, para que pudessem jogar, foram apadrinhados pelo time de origem do Mauro, o time da Escola Técnica Federal.

Já em um dos primeiros jogos, o Curitiba Rugby Clube foi bastante elogiado por um árbitro francês, que alertou a ABR sobre sua capacidade e potencial. Em pouco tempo, cerca de seis meses, o Curitiba Rugby já fazia parte da ABR.

 

A fundação e os primeiros títulos

Em 1983 foi criado o CNPJ do clube definindo Jonh Swan como presidente. Seis anos depois, em 1989, o clube conquistou o título brasileiro da segunda divisão, subindo para a primeira, onde não se manteve por muito tempo. Mas em 2005 recuperou sua posição na elite do rugby nacional aonde se mantém até hoje.

INÍCIO DO PROJETO VOR

Vivendo O Rugby e primeiro patrocinador

Em 2007 os Touros conseguiram colocar em prática seu primeiro projeto social esportivo, o VOR – Vivendo O Rugby, graças ao seu primeiro patrocinador, o hospital suíço Clinique des Grangettes. O primeiro colégio atendido foi o Paulo Leminski e as crianças já eram atendidas no contraturno escolar para ensino dos valores, regras e prática do rugby.

Crescimento no cenário nacional

Em 2009 o Curitiba Rugby fez parte da gestão da ABR – Associação Brasileira de Rugby – quando Aluisio Dutra Jr., diretor esportivo do Curitiba Rugby foi seu presidente. Diversas mudanças no sistema de gestão da instituição e do Curitiba Rugby começaram a ser implantadas a partir desta época.

A partir de 2010 passaram a ser realizados os planejamentos estratégicos com objetivos e metas específicas e todos os atletas e colaboradores passaram a somar forças em uma única direção.

Em 2011 o clube obteve a primeira aprovação do Projeto VOR – Vivendo O Rugby pela Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, o qual vem sendo renovado até hoje. Neste ano também veio o primeiro título nacional juvenil da primeira divisão, o masculino de Sevens. Esta mesma equipe, em 2012, já no adulto, conquistou o vice-campeonato brasileiro de Sevens, estreando em transmissão ao vivo pela TV em rede nacional.

Em 2013 foi a vez do feminino mostrar seu crescimento! As Touritas, na maioria atletas oriundas do Projeto VOR – Vivendo O Rugby, conquistaram o ouro nas duas edições (verão e inverno) da Copa Cultura Inglesa, campeonato brasileiro juvenil da primeira divisão.

O ano seguinte, 2014, foi o ano da conquista mais sonhada pelos Touros. Foi o ano em que conquistaram primeiro lugar no principal campeonato masculino da primeira divisão, o então chamado Super10.

Em 2015 as meninas voltaram a brilhar. As mesmas atletas, praticamente, que venceram o campeonato juvenil duas vezes em 2013, agora jogando pelo adulto, garantiram o título brasileiro do Super Sevens. Neste ano os Touros também fizeram bonito, como campeões do juvenil M17 e vice-campeões do adulto Super8 – Campeonato Brasileiro de Rugby XV.

Para coroar 2015 como um dos melhores anos para os Touros, o clube foi contemplado com o primeiro e único prêmio já conferido ao Brasil pela IRB – International Rugby Board. O Projeto VOR – Vivendo O Rugby foi escolhido como melhor projeto social de rugby do mundo, recebendo o troféu Spirit Of Rugby.

2016 trouxe o ouro e a glória para todas as categorias do clube! No mesmo ano suas equipes alcançaram o auge da performance e conquistaram o ouro nos principais campeonatos do Brasil.

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